A vinda do Porco para o Brasil

Porco é um bulldog inglês que foi abandonado em Aubrey, uma pequena cidade do Texas, nos Estados Unidos.

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Quando foi abandonado, Porco resolveu por conta própria arrumar um novo lar para morar, adentrando a casa de uma senhora que era cliente da clínica onde eu trabalhava como Médica Veterinária. Poucos meses antes, essa mesma senhora havia doado um bulldog inglês muito parecido com o Porco para a proprietária da clínica, também Veterinária, e ela chegou a acreditar que era seu cãozinho que havia voltado, mas na verdade eram cães distintos.

A princípio, Porco ficaria hospedado na clínica até encontrarmos seu dono ou uma nova família que o amasse e tivesse condições de arcar com os cuidados veterinários que a raça requer. Coube a mim cuidar dele pois quando foi encontrado ele já estava com alguns probleminhas de saúde.

Após duas semanas sem ninguém aparecer para resgata-lo, um casal de amigos, também brasileiros e que gostariam muito de ter um bulldog inglês, levaram o Porco para passar um final de semana com eles. Porém, como na época a filha deles tinha apenas um aninho, acharam que seria muito trabalhoso cuidar do cachorro e da filha, e então pediram pra eu levar o Porco de volta pra clínica.

Na ocasião, eu e meu marido ficamos com dó dessa situação e então resolvemos deixa-lo passar o resto do final de semana em casa, o que foi o suficiente pra ficarmos apaixonados por ele. Mas, como nós voltaríamos para o Brasil naquele ano, não podíamos nem cogitar em adotá-lo.

Para que ele não ficasse preso o dia todo até ser adotado, resolvi então leva-lo todos os dias para dormir em casa, o que foi nos deixando cada vez mais apaixonados.

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Começamos então a nos empenhar na procura de companhias aéreas que transportassem animais e encontramos várias, porém, havia um problema: nenhuma transportava raças de cães braquicefálicos (com focinho achatado) e o Bulldog inglês está entre elas. Foram vários dias de pesquisas de companhias que me levaram da esperança à decepção!

Enquanto isso nos apegávamos cada dia mais a ele.

Já havia perdido as esperanças, até que um dia resolvi fazer uma nova pesquisa no google, o que me levou à página da companhia aérea Copa Airlines. Essa companhia aérea trabalhava também com aviões cargo, que possuem compartimentos com temperaturas adequadas para os animais e sim, eles fazem o transporte de bulldog inglês.

A partir desse momento nossas esperanças se renovaram e começamos a programar nossa viagem de volta ao Brasil. Foi ai que nos deparamos com um novo problema pois os voos da Copa Airlines saiam de Miami ou Orlando, e como estávamos de mudança para o Brasil, com muita bagagem, não teria como irmos até outro estado com toda nossa mudança.

Decidimos então mandar o Porco para o Brasil dois meses antes do nosso retorno, pois nossa família estava indo nos visitar e o retorno deles para o Brasil sairia de Orlando.

Para transportar o Porco do Texas para Orlando precisamos contratar uma companhia de transporte de animais via terrestre e o Porco ficou na casa de uma adolescente que hospeda animais (Hotel para cães) por alguns dias. Na primeira ida ao aeroporto achamos que tudo havia ido por água a baixo pois o funcionário da companhia disse que a data que havíamos marcado a viagem dele não seria possível, pois naquele dia não havia um voo que fosse até São Paulo e que tínhamos que marcar uma data que tivesse voo de Orlando para o Panamá com escala de menos de uma hora do Panamá para São Paulo.

Essa informação não havia sido passada para a gente antes, o que nos deixou muito preocupados e quase decidimos mandar o Porco de volta ao Texas.  Pensamos muito e decidimos seguir com a viagem, mas ficamos muito aflitos com essa escala no Panamá, pois tínhamos muito medo de não trocarem o Porco de aeronave.

Embarcamos o Porco e graças a Deus ocorreu tudo bem na viagem, que demorou umas 10 horas. Chegando no Brasil, meu sogro, que foi quem foi busca-lo, enfrentou alguns problemas para retirá-lo na polícia federal e ele foi liberado somente doze horas depois que já estava em solo brasileiro! Ficou sem comer, beber água e sem fazer suas necessidades fisiológicas em um total de vinte e seis horas, devido às burocracias de nosso País.

Hoje, somos muito gratos por ter conseguido traze-lo conosco e tenho certeza que ele também é.

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