Cães e Fogos de Artifício

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Muitos dos nossos bichinhos tem medo de barulhos fortes, tais como trovões e fogos. Esse medo pode variar de moderado a até mesmo extremo. Existem casos de cães que enfartaram em consequência do pânico.

E o que podemos faze para ajudar nosso bichinho a superar esse medo, ou pelo menos conviver com o mínimo de stress com essas situações?

O melhor caminho é fazer um processo de dessensibilização. Porém esse é um tratamento que funciona a médio ou longo prazo dependendo do grau de stress que o cão apresenta. O ideal é que esse processo seja feito com orientação e acompanhamento de um profissional (adestrador/comportamental ou psicólogo animal). 

Aos poucos seu cão vai sendo apresentado aos sons que o assustam. Isso pode ser feito no dia a dia, em casa. Deixe um som de trovões ou fogos bem baixinho e continue fazendo suas atividades normais, vá percebendo se o cão tem alguma reação e tente não interferir. Deixe ele se habituar a esse volume bem baixinho e depois de alguns dias vá aumentando gradativamente. O profissional pode recomendar alguma recompensa quando cão permanecer calmo, como elogios verbais ou até mesmo um petisco.

Mas até que seu bichinho esteja completamente seguro e confortável com esses sons existem medidas paliativas para diminuir o stress e evitar acidentes.

Vamos começar com o básico, se seu cão tem pavor de fogos não deixe ele sozinho na virada do ano! “Ah mas eu queria viajar ou ir a uma festa”. Bom, você tem um membro da sua família que entra em pânico nessa situação e precisa de você! Muitos cães acabam se ferindo seriamente ou fugindo por conta do medo. Quando trazemos um cão para nossa vida somos responsáveis pelo bem estar dele.

Procure não pegar o animal no colo, nem recompensar o medo. Proporcione uma toca ou esconderijo para que possa optar por se esconder e se sentir mais seguro. O treino de crate é muito útil nesses momentos pois o cão identifica a casinha, caixa de transporte ou toca como um local seguro e agradável.

Você pode testar a técnica chamada Tellington Touch que consistem em uma amarração com uma faixa de tecido elástico no dorso do animal, alguns animais se sentem melhor assim. Funciona como a Thunder Shirt, que também pode ser uma solução para alguns animais.

Outra técnica que pode ser útil, é no começo da noite você colocar música no ambiente e gradativamente ir aumentando o volume até o som estar bem alto e então quando chegar a hora dos fogos eles serão apenas mais um barulho.

Faça jogos que distraiam seu cão, pet games, kong, esconder petiscos pela casa, entre outros. Isso mantém a mente dele ocupada e diminui a atenção que ele vai dar aos fogos.

Muito cuidado com portas, janelas, portões, muros! O medo faz com que os cães tentem escapar da situação de stress, eles não sabem de onde vem o som assustador e tentam fugir dele. E muito cuidado também com coleiras e guias! Eles podem se enforcar tentando se esconder ou fugir.

Se for deixar seu cão num hotelzinho, casa de parentes ou amigos, alerte sobre o medo dele.

Colocar algodão nos ouvidos reduz um pouco o som e pode ajudar, mas coloque um chumaço grande que seja fácil de retirar.

Não dê nenhuma medicação sem consultar o veterinário! Algumas pessoas optam por sedar levemente seu bichinho, mas sem o devido cuidado pode ser fatal! 

Florais podem ajudar e não colocam a vida de seu bichinho em risco.

Esses dias me enviaram um link para um produto bem interessante, uma casinha de madeira com revestimento acústico entre outras funções como musica e vibração. Chama-se zen crate e parece uma ótima ideia. O produto ainda não existe por aqui, mas se você for habilidoso pode construir uma ou adaptar a casinha que seu cão já usa. Mas lembre-se de checar se o revestimento escolhido (espuma acústica, caixas de ovos, entre outros) não é perigoso se ingerido e deixe alguns buracos para ventilação. Colocar uma peça de roupa usada com seu cheiro ajuda o cão a se sentir seguro também. 

Espero que essas dicas tornem o final de ano do seu bichinho mais feliz!

Andrea BehmerAndrea Behmer

Gostaria de começar dizendo que não sou comportamentalista, sou cuidadora.
Me preparei para trabalhar com cães, estudei e estudo muito, sou adestradora formada pelos cursos iniciante e intermediário do excelente Dennis Martin. Frequentei também os cursos de Pet Sitter da My Pet’s Nany e os cursos de passeador e recreacionista da Dog Walker. Meus textos aqui serão sempre baseados em minhas experiências trabalhando a princípio como voluntária na causa animal, e paralelamente, como petsitter e passeadora. E, atualmente, há dois anos no Clubinho do Pet, inicialmente como Monitora, depois gerente do Daycare e hotel e hoje como sócia e coordenadora.

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