Dicas para curtir uma praia com seu pet

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Quando chegam as férias de verão também aparecem as dúvidas sobre como cuidar do “companheiro de 4 patas”. Nessa época, os donos de animais não escondem a apreensão sobre o que fazer com eles, quais os programas, os horários, como cuidá-los, etc.

Levar o pet à praia, por exemplo, pode ser um programa muito divertido para você e para ele. Mas pode não ser para os outros frequentadores, principalmente quando a praia é movimentada e com muitas crianças.

As medidas de prevenção e de conscientização já começam a partir das fezes deixadas na areia. Ou melhor, que NÃO devem ser deixadas na areia. Nelas, escondem-se algumas doenças que podem ser transmitidas ao homem, trazendo-lhes muitos incômodos durante a temporada de verão. Ao pisarem ou sentarem em locais infestados por essas fezes as pessoas podem adquirir doenças como, por exemplo, o famoso Bicho Geográfico ou a Toxocariose.

O Bicho Geográfico recebeu este nome exatamente por deixar este rastro sinuoso e desregulado, com uma marca semelhante a um mapa e muito avermelhado, além de causar muita coceira. Ele também é conhecido como Dermatite Serpinginosa e não é somente na praia que pode ser transmitido, pois parquinhos de diversão, jardins e campos com areia podem conter as larvas, já que muitos cães e gatos também passam por lá. Já a Toxocariose é muito mais séria. É causada pela ingestão de ovos de larvas do parasita Toxocara canis, também encontrados nas fezes de animais contaminados e atinge o ser humano, mas sobretudo as crianças que permanecem na areia e, sem perceber, levam brinquedos ou as mãos à boca. Após a ingestão dos ovos, são liberadas larvas no intestino que passam para a corrente sangüínea e circulam pelo organismo podendo se alojar em diversos tecidos ou órgãos, e em especial no fígado, no globo ocular ou no cérebro humano, causando lesões graves.

Algumas pessoas também recriminam a presença dos cães nas praias porque temem um ataque do animal ou brincadeiras que sempre resultam em choro de criança, como arranhões, leves mordidas ou tombos.

Se os animais entendessem o que o ser humano fala, até poderiam ser culpados por não contribuir com bons modos, mas como eles ainda não nos entendem perfeitamente, a responsabilidade é mesmo somente dos proprietários. Por isso, o primeiro passo para que estas zoonoses deixem de ocorrer e para que os nossos mascotes sejam cada vez mais bem-vindos em locais públicos, é a conscientização dos proprietários, para que sejam responsáveis pela conduta dos seus animais, para que não deixem de recolher as fezes deles e para que mantenham os seus mascotes sadios e longe de parasitas.

Mas a preocupação não deve ser somente em relação à saúde dos humanos. Os pets também demandam alguns cuidados especiais durante as férias de verão.

Tanto a areia quanto a água do mar podem provocar algumas doenças de pele, ouvidos e olhos nos bichinhos. O cloro da piscina também é vilão, podendo irritar os olhos e afetar o aparelho digestivo do animal. Por isso, nada de preguiça!! Ao sair da praia ou da piscina, dê um bom banho no seu amigão limpando bem olhos, ouvidos e pêlos para que não fique nenhum resquício de areia, sal ou cloro. Atenção especial para a secagem e escovação dos pêlos. A umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias.

Também não deixe o seu animal exposto ao sol por muito tempo. Os raios solares podem provocar queimaduras na pele do bichinho. Especialmente nos mais claros. Procure sempre o abrigo de uma sombra e vale também o uso de um protetor solar apropriado para animais e sob orientação do veterinário. Proteção especial para as pontas das orelhas, o focinho e o saquinho (se for macho). Não esqueça da barriga e das partes do corpo com pouco pêlo.

Aliás, falando em raios solares, os passeios são aconselhados nos horários entre as 7 às 10 da manhã e depois das 5 da tarde. Tal qual os humanos, os cães não devem expor-se ao sol quando ele está mais forte e é mais intensa a incidência dos raios ultravioleta. O principal prejuízo à saúde, nesse caso, são eventuais cistos e tumores, cujo aparecimento nos caninos está associado ao excesso de sol.

A alimentação deve ser ração sempre e de boa qualidade. Fora isso, opções leves e saudáveis como alguns legumes e frutas podem servir de petiscos. A dica é mantê-los na geladeira para que sejam consumidos fresquinhos e aliviem o calor. Ah, e não esqueça de hidratar o seu melhor amigo fornecendo muita água, limpa e fresca para ele beber.  Ele irá agradecer.

Essas dicas são úteis para garantir um verão saudável para seu pet e para evitar que as pessoas reclamem quando virem o seu mascote se refestelando na areia da praia, na maior folga, alegria e diversão.

 

Larissa Rios, fundadora da empresa e portal Turismo 4 Patas, é Turismóloga, especialista em Hospitalidade animal e roteiros de viagem e eventos pet friendly

 

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