Realização de um Sonho

Vamos contar a história emocionante de Bruna, Alê e seus filhos peludos!

 

D´artangnan, Golden Retriever (falecido)

Golden Retriever sempre foi o cachorro dos meus sonhos e com isso sempre pesquisei muito a respeito da raça, de bons canis no Brasil e no exterior ( linhagem, pedigree, etc). Dois goldens que sempre foram minha paixão: Diogo ( golden brasileiro do canil goldentrip) e o Hobo (um golden americano de um reconhecidíssimo canil dos estados unidos). Hobo nunca esteve no Brasil e sabia que seria difícil conhece-lo pessoalmente. Já Diogo, esperava conhece-lo em alguma das exposições que ele participava.

Em janeiro de 2010, um canil de Brasília estava com uma ninhada maravilhosa e descobri que eles eram netos por parte de pai do Hobo e por parte de mãe do Diogo. Queria muito um filhote daquele ninhada e imediatamente enviei um e-mail para o dono do canil para saber se ele tinha algum macho para exposição disponível, e ele me respondeu com uma foto maravilhosa do Dartan dizendo que ele foi o único macho da ninhada para exposição na opinião dele, porém, ele não estava mais disponível, e fiquei arrasada.

Passaram-se algumas semanas e o contato com o canil continuou com intuito de ajudar uma vizinha que queria um filhote de Golden. Perto dos filhotes completarem 4 meses, o dono do canil me avisou que a pessoa que ficaria com Dartan estava com problema de saúde e não poderia mais ficar com ele. Vi então a grande oportunidade da minha vida de ter aquele maravilhoso bebê. Mas, não seria nada fácil, pois eu não tinha disponível o valor para ficar com ele e havia me dito que o filhote estava ficando cada vez mais bonito, e com isso ele havia decidido ficar com o Dartan para ele, mas que ele estava com dificuldades naquele momento, pois estava fazendo uma reforma na área do canil e não tinha aonde colocar o Dartan.

Os dias se passaram e meu Beagle ( Kinder, um lindo sabujo tricolor de 13 anos) teve um enfarto e faleceu, me deixando desolada. O dono do canil ficou sabendo e comovido resolveu me presentear com o Dartan no dia em que ele completou quatro meses! E foi assim que ele chegou à minha vida, em um momento de muita dor me trazendo alegria. Ele era um cão incrível, único e continua um vazio enorme em meu coração com a falta que ele me faz.

Isaac, Golden Retriever, 6 anos

Foi incrível como ele chegou à minha vida! Tenho um grande amigo que criava goldens e teve uma ninhada com quatorze filhotes. Quando estavam com 20 dias vi uma foto deles no Orkut! O Isaac se chamava John e quando o vi na foto achei encantador e comentei.

Passaram-se uns cinco dias e fui até a casa dele conhecer a ninhada. Quando cheguei, estavam todos os filhotes no cercadinho, e mais uma vez bati os olhos no Isaac e disse “esse aqui é o mais lindo”, e então meu amigo me respondeu: “que coincidência Bruna, esse é o mesmo da foto que você disse que era encantador”. E então eu disse: “viu Dan, então esse aqui você me dá de presente”.

Foi a primeira vez que o Danniel havia separado os filhotes da mãe e foi quando ele percebeu que havia algo de diferente no Isaac, pois todos os filhotes estavam correndo e brincando, mas Isaac permanecia deitado e quieto. Danniel levou o Isaac em alguns veterinários e ele foi diagnosticado com desmineralização óssea (uma doença bem rara que causa quebra nos ossos). Os veterinários não tinham uma expectativa muito boa em relação ao futuro do Isaac e não saberiam dizer se ele iria viver muito tempo ou se um dia iria caminhar. Cada veterinário sugeria um tratamento diferente.

Neste dia havia saído e deixado meu celular em casa, mas, quando voltei, já tarde da noite, vi que tinham muitas chamadas do Danniel. Liguei para ele e recebi a noticia do diagnostico do Isaac seguido da seguinte frase “Bruna, sei que você se apaixonou por ele desde o primeiro dia que o vistes por foto, eu não vou vender o John porque não sei se ele irá sobreviver e se terá uma vida normal. Mas, se mesmo assim você ainda tiver interesse em ficar com ele, pode vir busca-lo”.

No dia seguinte, logo cedo, estava na casa do Danniel! Queria muito o Isaac e não me importava com o problema dele. Iria fazer de tudo para conseguir cura-lo. Na época, estava de mudança para Brasília e o Isaac morou com o Dan mais uns três meses antes de vir morar comigo.

A outra parte da história é que alguns dias depois de ver a primeira foto do “John” no orkut, sonhei com o meu falecido avô Isaac e no sonho ele aparecia e bem claramente me dizia que ele estava me mandando um filhote especial que precisava de muitos cuidados. Lembro que acordei e até hoje lembro perfeitamente dessas palavras, mas no dia não me importei muito com isso.

Na noite que o Danniel me ligou dizendo que me daria o Isaac, sonhei novamente com o meu avô e ele dizia: “ai está o filhote, cuide dele com muito amor, pois ele irá precisar”, e por isso coloquei o nome do John de Isaac, em homenagem ao meu avô. O Isaac passou por muitos tratamentos, inclusive alguns naturais, mas como se tratava de algo raro, não havia um tratamento certo. Ele passou por cirurgias, fisioterapia e com um ano e alguns meses já estava correndo, brincando, nadando e pulando como um cachorro normal. Os ossos não quebram mais, porém, ele ficou com alguns ossos que se calcificaram de forma errada, como as patas traseiras, além de ficar bem menor que o padrão da raça. Isaac é lindo, saudável, inteligentíssimo (talvez o cão mais inteligente que já tive), companheiro e muito, mas muito feliz!

Guiseppe, Golden Retriever, 4 anos

O Peppe vem de um canil que gosto muito e sabia que um dia teria um filhote daquela criação. Resolvi entrar em contato e saber quando eles teriam ninhadas, e me disseram que tinha um ótimo filhote disponível e era macho. Quem me conhece sabe que eu só gosto de ter cães machos. Combinei com ela que iria ficar com esse filhote e ela o enviou para Brasília.

Quando o Guiseppe chegou, era exatamente o que eu queria: super peludo, gordinho e mega preguiçoso! Ele dormia quase o dia todo, não era animado como qualquer filhote da sua idade (e isso permanece até hoje). O Peppe foi o primeiro a conhecer o Alê (hoje meu marido) quando ainda era bebê na casa de uma amiga em comum e parecia que ele já sabia que o Alê iria ser o seu “papai”, pois ele não desgrudava do Alê! E isso permanece até hoje: em casa eu pergunto “cadê o papai?” e ele é sempre o primeiro a ir à direção do Alê. A coisa que o Peppe mais gosta nesse mundo é poder subir na nossa cama, é muita alegria!

O Guiseppe é extremamente companheiro, não sai do meu lado por nada nesse mundo. Ele deita e fica me olhando o dia todo e quando a gente vai para parques onde podemos solta-lo da coleira ele é o único que continua do meu lado. Isso aumentou muito depois da partida do nosso eterno Dartan, pois é como se ele quisesse fazer mais e tentar suprir a saudades que o Dartan me faz. O Guiseppe é um pouco ranzinza, quando ele está deitado (quase o dia todo) ele detesta cães agitados correndo em volta dele, fica muito mal-humorado. Ele ama crianças e elas o fazem de “gato e sapato” que ele não liga. Ele ama natação, mas se for pra ficar aonde “ele dá pé” pra evitar a fadiga (risos).

Tilla, Labradora, 4 anos

Uma história bem legal de como a Tilla entrou em nossas vidas! Na época eu apenas conhecia o Alexandre e quase não nos víamos. Ele não tinha cães, mas sempre gostou. Quando soube que eu era apaixonada por peludos, ele entrou em contato comigo dizendo que queria uma labradora e precisava de ajuda. Como não posso ver ninguém querendo um cachorro que me empolgo mais que a própria pessoa, entrei na missão e comecei a procurar um canil. Com isso, começamos a nos encontrar mais vezes para conhecermos os canis, os pais e os filhotes, até que nos decidimos pela Tilla.

Com a Tilla começamos a sair mais vezes para encontros caninos e com isso nos aproximamos até chegarmos onde estamos hoje, casados! A Tilla e o Guiseppe nasceram quase no mesmo dia, porém, ela é o oposto dele: sempre bem humorada, animada, cheia de energia!  Topa tudo e pra ela não tem tempo ruim, e além de ser “boa praça”, se dá bem com todos os cães e pessoas. Porém, como ela morou um tempo na fazenda e conviveu com cães de caça, estamos tentando corrigir isso nela e já aconteceram muitos progressos depois que ela veio morar com a gente na cidade. Já conseguimos até bater uma foto dela ao lado de um gatinho (risos).

Valentin, Golden Retriever, 2 anos

Valentim é o bebê da casa até o momento (já que está para nascer a irmãzinha humana deles). Ele está para completar três anos de idade, mas realmente age como um filhote mimado. Valentim se só sente seguro se eu estiver por perto. Se estivermos passeando e alguém o chamar na rua ele entra em pânico, corre e se esconde atrás de mim. E olha que fazemos socialização dele desde os três meses de idade. Apesar disto, tem um temperamento maravilhoso. Como todo irmão mais novo procura se espelhar nos irmãos mais velhos, ele sempre imitou o Dartan em tudo, mas, depois que Dartan se foi, ele começou a seguir a Tilla em todos os seus passos, bem estilo Pink e Cérebro, sendo que ele é o Pink e a Tilla é o Cérebro.

Ah sim, quase me esqueci de contar como ele chegou a nossas vidas. No nosso primeiro dia dos namorados juntos, o Alê queria me dar um presente inesquecível e lógico que seria um Golden! Na época, um grande amigo estava com uma ninhada e como Alê estava querendo me presentear com um filhote, juntou o útil ao agradável. Esse meu amigo havia separado um filhote que na opinião dele seria o mais bonito da ninhada, porém, quando eu cheguei lá para conhecê-lo, um outro cachorro, o Valentim, não saia do meu pé e então me apaixonei por ele! Foi assim que ele se juntou a nossa família.

O Grande Dia, o casamento!

No nosso casamento, em Julho de 2015, nossos filhos peludos não poderiam deixar de participar desse momento tão especial e desde o começo procuramos lugares em que eles fossem aceitos, além de um padre e um pastor (eu sou católica e o Alê é evangélico) que aceitassem realizar o casamento na presença deles (por incrível que pareça essa não é uma missão tão simples assim e recebemos muitos “não” antes de conseguirmos o “sim”).

Isaac,Tilla, Guiseppe e Valentim

Bruna, Alê e os peludos Isaac,Tilla, Guiseppe e Valentim

O Dartan levaria as alianças, porém, infelizmente ele partiu antes do nosso casamento chegar. Fiquei muito abalada e não queria que nenhum dos outros substituíssem o Dartan, por isso, todos entraram juntos meu sobrinho levou as alianças.

Isaac

Isaac

 

 

Tilla, Valentim Guiseppe e Isaac

Da esquerda para direita, Tilla, Valentim Guiseppe e Isaac

Quem tem amigos tem tudo! Meus amigos cachorreiros sabendo da falta que o Dartan me faz, me fizeram uma grande surpresa no dia levando um foto dele e colocaram presa ao meu vestido antes da entrada na igreja. Além disso, todos levaram várias fotos e ficaram segurando durante a cerimônia. Foi um momento de muita emoção para mim que até hoje, ao lembrar, enchem os meus olhos de lágrimas.

 

Dartan

Dartan

 

Bruna Borges – Brasília,DF

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